Algumas
vezes, já escutei de cristãos católicos: “padre, eu não gosto de
política e acho que
a Igreja não deveria falar de política”. Até entendo
estas pessoas. Este tipo de política que vemos em nosso país, marcada
pela corrupção, desvio de dinheiro, violência, injustiças, busca de
interesses pessoais, etc., realmente nos provoca certa aversão.
Portanto, devemos entender que a política faz parte da nossa realidade,
da nossa estrutura de vida. Ela está presente no governo, nas famílias,
Igrejas, na sociedade… O cristão realmente comprometido com o Reino de
Deus não fica fora desta realidade.
O
cristão comprometido com a vida do povo sabe, sente e compreende o que
significa a fé para a luta pela libertação. Salvação e libertação de
toda e qualquer opressão, dominação e exploração humana, seja em
qualquer tipo de regime político ou condição. Muita gente ainda tenta
separar a fé da política, a vida da realidade.
Os
cristãos não querem uma vida fora do mundo concreto, fora dos fatos
sociais. Os cristãos querem o céu na terra e a terra no céu, sempre. O
cristão deve ser fermento, sal, caminho e luz. Deve lutar pelos
princípios básicos da mensagem cristã, como defesa da ética, da vida
desde a concepção, da família, da democracia, da participação social e
da liberdade, assumindo responsabilidade social e política.
Nossa
fé precisa capacitar-se para criticar, avaliar, comparar e intervir na
realidade à luz do Evangelho, fazendo uma política com ética,
compromisso, reforma, transformação e realização de justiça social. A fé
e a política devem ajudar os cristãos a decidir, optar e assumir os
compromissos que nos são dados viver e transformar, historicamente.
Precisamos
resgatar o interesse do povo, eu diria até o encantamento, pela boa
política. Resgatar a esperança através de políticos comprometidos. Hoje
se torna necessário organizar ações e práticas sociais como instrumentos
de concretização para construção de uma sociedade solidária conforme a
proposta cristã.
Os
Bispos do Estado do Rio de Janeiro e a Pastoral Fé e Política do
Regional Leste 1, prepararam a cartilha cívica contendo recomendações
para os eleitores das próximas eleições do presente ano.
Configura numa lista de 10 critérios, são eles:
1.
Votar é um exercício importante de cidadania, por isso, não deixe de
participar das eleições. Seu voto contribui para definir a vida política
de nosso país.
2. Verifique se os candidatos estão comprometidos com a superação da pobreza, com a educação, saúde, moradia, saneamento básico, respeito à criação e ao meio ambiente.
3. Veja se seus candidatos estão comprometidos com a justiça, segurança, combate à violência, dignidade da pessoa, respeito pleno pela vida humana desde a sua concepção até a morte natural.
4. Observe se os candidatos representam o interesse apenas de seu grupo ou partido e se pretendem promover políticas que beneficiam a todos. O bom governante governa para todos.
5. Dê o seu voto apenas a candidatos com “ficha limpa”. O homem público deve ter honestidade (idoneidade moral).
6. Fique atento à prática de corrupção eleitoral, ao abuso de poder econômico, à compra de votos. Voto não é mercadoria.
7. Procure conhecer os candidatos, sua conduta, suas ideias e seus partidos. Voto não é troca de favores.
8. Vote em candidatos que respeitem a liberdade religiosa e de consciência, garantindo o ensino religioso confessional e plural.
9. Escolha candidatos que promovam e defendam a família, segundo sua identidade natural conforme o plano de Deus.
10. Acompanhe os políticos depois das eleições, para cobrar deles o cumprimento das promessas de campanha e apoiar suas opções políticas e administrativas.
2. Verifique se os candidatos estão comprometidos com a superação da pobreza, com a educação, saúde, moradia, saneamento básico, respeito à criação e ao meio ambiente.
3. Veja se seus candidatos estão comprometidos com a justiça, segurança, combate à violência, dignidade da pessoa, respeito pleno pela vida humana desde a sua concepção até a morte natural.
4. Observe se os candidatos representam o interesse apenas de seu grupo ou partido e se pretendem promover políticas que beneficiam a todos. O bom governante governa para todos.
5. Dê o seu voto apenas a candidatos com “ficha limpa”. O homem público deve ter honestidade (idoneidade moral).
6. Fique atento à prática de corrupção eleitoral, ao abuso de poder econômico, à compra de votos. Voto não é mercadoria.
7. Procure conhecer os candidatos, sua conduta, suas ideias e seus partidos. Voto não é troca de favores.
8. Vote em candidatos que respeitem a liberdade religiosa e de consciência, garantindo o ensino religioso confessional e plural.
9. Escolha candidatos que promovam e defendam a família, segundo sua identidade natural conforme o plano de Deus.
10. Acompanhe os políticos depois das eleições, para cobrar deles o cumprimento das promessas de campanha e apoiar suas opções políticas e administrativas.
Para
terminar, reflitam esta frase do Papa Francisco: “É muito difícil que
um corrupto consiga voltar atrás”. Vote certo, vote bem, somos
responsáveis pelo futuro de nossa pátria. Não esqueça que seu voto terá
consequências, um novo mundo e uma nova sociedade ou a mesmice da
corrupção e do terror e insegurança diários.
Nestas
eleições de 2014, mais do que em qualquer outra será necessário
identificar os programas de governos e os candidatos que se comprometam a
priorizar a defesa da vida desde a concepção, o combate à fome, à
miséria, à corrupção, à violência no nosso país. O povo brasileiro
deverá escolher o Presidente da República, os Governadores dos Estados,
Senadores, Deputados Federais e Estaduais.
Fonte: Canção Nova

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