''Nosso consolo deve consistir no cumprimento da vontade de Deus", ensina Santa Edwiges.
"A santidade da vida, unida ao saber, garante à alma maior
glória dos céus", dizia a nobre e santa Edwiges de Andechs, filha de
Bertoldo IV e Inês de Rochlitz, nascida no ano de 1174, na Baviera.
Desde criança, apesar do luxo e nobreza que a rodeava, sempre aspirou à
humildade, desapego material e busca de Deus.
Quando tinha doze anos, casou-se com o príncipe de Silésia,
Henrique I conhecido como “o Barbudo”. Deste matrimônio foram gerados
seis filhos dos quais, dois vieram a falecer.Com firme postura cristã
Edwiges educou os filhos e também conduziu seu esposo pelo caminho da
fé. Juntos, acolhiam os pobres, tratavam com piedade seus empregados e
faziam penitências. Empreenderam também inúmeras construções de
conventos, hospitais, escolas, mosteiros e igrejas. Assim dizia Edwiges:
"Quanto mais ilustre se for pela origem, tanto mais se deve distinguir
pela virtude, e quanto mais alta for a posição social, tanto mais
obrigação se tem de edificar ao próximo pelo bom exemplo".
Quando completou vinte anos, a jovem manifestou o desejo de seguir a
Jesus Cristo dedicando-se completamente. De comum acordo com seu esposo,
fizeram o voto de castidade. Edwiges intensificou suas obras de
caridade e acolhimento. Visitava os hospitais e tratava as feridas dos
doentes, visitava as pessoas presas e pagava-lhe as dívidas além de lhes
conseguir um digno trabalho. Também amparava as viúvas dando-lhes o
conforto da palavra e do acolhimento. À pedido de Edwiges, Henrique
construiu no ano 1202 em Trebnitz, um mosteiro para a Ordem de Cister.
Esta foi a primeira casa religiosa feminina da Silésia. Nesta época,
Edwiges sofreu a perca de alguns de seus filhos e a prisão de seu esposo
Henrique que após a libertação veio a falecer. A este fato Edwiges
falava para os que lhe consolavam: "Nosso consolo deve
consistir no cumprimento da vontade de Deus". Retornou para o convento e
lá passou cerca de sete anos. Sua filha tornou-se abadessa do convento e
juntas acolheram inúmeras jovens com desejo de dedicar sua vida a Deus.
Edwiges curou a muitos cegos e enfermos.
Edwiges faleceu no dia 15 de outubro de 1243 no mosteiro de Trebnitz.
Foi canonizada no dia 26 de março de 1267 pelo Papa Clemente IV e sua
festa litúrgica foi definida no dia 16 de outubro. É venerada como a
Santa Padroeira dos pobres e endividados.

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