Dela disse o Papa Bento XVI: "foi como um farol para conduzir nossa sociedade que está sempre redescobrindo o lugar e a contribuição única deste período da vida"
“A doação como apostolado de caridade para com quem sofre
por causa da idade, da pobreza, da solidão e outras dificuldades”, era a
espiritualidade de Joana Maria da Cruz, nascida na aldeia de Cancale na
Bretanha francesa no dia 25 de outubro de 1792 e batizada com o nome de
Joana Jugan. Filha do casal José Jugan e Marie Horel, foi a sexta de
oito filhos. Joana perdeu o pai aos quatro anos de idade e sua mãe ficou
responsável por toda a família. Aos dezesseis anos começou a trabalhar
como empregada doméstica na casa dos Viscondes de la Choue em
Saint-Coulomb. Ao mesmo tempo que ajudava a família, amparava também os
pobres, abandonados e idosos.

Ao completar dezoito anos foi pedida em casamento por um jovem
marinheiro, ao qual respondeu afirmando: “Deus me quer para Ele, para um
trabalho ainda não conhecido e uma obra que ainda não está fundada.” Em
1817 atuou como enfermeira no hospital Santo Estevão em Saint-Servan e
conheceu e participou da Ordem Terceira da Mãe Admirável, fundada por
João Eudes. No ano de 1823 deixou suas atividades no hospital para
dedicar-se aos cuidados de Marie Lecoq com quem ficou por doze anos. Com
a morte de Marie em 1835 Joana herdou os bens de sua senhora e
juntamente com sua amiga Francisca Aubert, alugaram um apartamento em
Saint-Servan para dar continuidade aos trabalhos de acolhimento e
cuidado aos pobres. Em 1839 Joana acolheu uma senhora cega chamada Ana
Chauvin a qual fez surgir a inspiração de uma congregação que
inicialmente se chamou “Servas dos Pobres”. A Joana uniram-se outras
mulheres e no ano de 1842 deixaram o apartamento e alugaram uma casa
para acolher os idosos. Seu trabalho sensibilizou uma rica comerciante
que viabilizou a compra de um convento abandonado. Ali foi consolidada a
Congregação das Irmãzinhas dos Pobres, sob a assistência da Ordem
Hospedeira de São João de Deus. Joana recebeu o hábito e adotou o nome
de Joana Maria da Cruz.
Joana Maria da Cruz faleceu na França no dia 29 de agosto de 1879 e
sua congregação já contava com cento e setenta e sete casas em mais de
dez países e em torno de duas mil e quinhentas irmãs. Foi beatificada em
3 de outubro de 1982 pelo Papa João Paulo II e canonizada em 11 de
outubro de 2009 pelo Papa Bento XVI que na ocasião mencionou sobre a
santa: "foi como um farol para conduzir nossa sociedade que está sempre
redescobrindo o lugar e a contribuição única deste período da vida”.

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